Homem é condenado a 23 anos após vítima se fingir de morta em Cotia

Por tentar matar a ex-companheira com seis disparos de arma de fogo em Cotia, um homem foi condenado a 23 anos e 8 meses de prisão na última semana. A vítima sobreviveu porque se fingiu de morta e por ter buscado ajuda para receber atendimento médico de forma célere após o réu deixar o local do crime.

Autor da denúncia e responsável também pela sustentação do Ministério Público em plenário, o promotor de Justiça Felipe Bragantini de Lima demonstrou que o sentenciado agiu com meio cruel, motivação torpe e recurso que impossibilitou a defesa da mulher.

Segundo a denúncia, o condenado e a vítima tiveram três filhos juntos, mas ele não aceitava o fim do relacionamento. Em 4 de abril de 2025, ao perceber que a vítima retornava do trabalho, ele a surpreendeu em via pública, arrastou-a para uma viela e passou a agredi-la com coronhadas e mordidas antes de efetuar os disparos.

Na sentença, o juiz ressaltou que o réu adotou condutas para consumar o feminicídio, concluindo que o resultado morte não ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade. Diante da gravidade do caso e da decisão soberana do Tribunal do Júri, o magistrado determinou o imediato cumprimento da pena.