Rafael Oliveira: Deftones – Private Music. Vale a pena? Crítica completa do álbum
O álbum é Private Music, o décimo disco de estúdio do Deftones, lançado em 22 de agosto de 2025, marcando o maior intervalo entre álbuns da banda e trazendo uma mistura de metal alternativo com shoegaze — pesado e etéreo ao mesmo tempo.
Faixa a Faixa:
É Deftones no modo mais introspectivo, atmosférico e emocional — quase como se cada música fosse um pensamento que ficou tempo demais preso na cabeça.
My Mind Is a Mountain – Abertura pesada e densa. Guitarras grossas, quase industriais, mas com textura aérea por cima.
Já começa mostrando o jogo: não é só peso — é camada sobre camada.
Locked Club – Mais melódica mais sensual! A voz do Chino Moreno flutua enquanto a base segura um clima quase hipnótico.
Aqui o Deftones clássico aparece forte.
Ecdysis – Clima fechado, claustrofóbico, a música parece girar em torno de si mesma.
Ritmo repetitivo que te prende — como um loop emocional.
Infinite Source – Uma das mais marcantes cresce aos poucos e quando explode, não é barulho — é catarse.
Camadas de guitarra criam uma parede sonora linda.
Souvenir – Aqui o disco muda de pele! Mistura groove, experimentalismo e aquele flerte com o nu metal antigo — mas sem soar datado.
É estranho… e justamente por isso funciona.
cXz – Curta, quebrada, quase fragmentada.Parece um interlúdio — mas não é filler!
I Think About You All the Time – Nome já diz tudo: transformação! A música vai se abrindo aos poucos, como se estivesse trocando de forma.
Milk of the Madonna – O álbum começa a entrar num estado mais etéreo menos ataque, mais atmosfera.
Cut Hands – Uma das mais emocionais, melodia triste, repetitiva, quase obsessiva — como um pensamento que não vai embora.
Metal dream – Aqui bate forte o lado shoegaze. Guitarras abertas, som amplo, quase cinematográfico.
Departing the Body – O disco não termina — ele se dissolve! Nada de explosão final. Só desaparece, como um sonho que você não consegue segurar.
“Infinite Source” essa aqui é o coração pulsando do disco.
Por que ela leva o topo?
1. Construção perfeita
Começa contida, quase tímida… e vai crescendo como uma onda. Quando chega no ápice, não é só som — é descarga emocional.
2. A assinatura do Deftones
- Tem tudo:
- Peso sem ser bruto
- Atmosfera densa
- Melodia que dói bonito
- É exatamente aquele equilíbrio que a banda domina como ninguém.
3. A voz do Chino Moreno
Aqui ele não canta — ele confessa. Vai do sussurro ao grito com naturalidade, como quem tá segurando algo há tempo demais.
4. Replay infinito (sem trocadilho… ou com)
É a música que mais cresce com o tempo. Primeira audição já bate forte, mas na terceira você já tá completamente dentro dela.
Deve fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.
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