Coluna de Rafael Oliveira: Billy Gibbons e seu disco solo The Big Bad Blues
Cara, se tem uma banda que eu realmente gosto de ouvir suas canções é o ZZ Top, para falar a verdade já assisti e ouvi algumas apresentações solo do vocalista Billy Gibbons e confesso que fiquei admirado com o barbudo pela qualidade do som e pela energia que ele vibra, agora um fato inédito é que em toda carreira do ZZ Top o Billy só produziu apenas dois discos solo – o primeiro – lançado em 2015 o “Perfectamundo”, que mistura músicas do estilo cubano e africanas que brevemente vamos fazer nossas impressões deste disco e o segundo “The Big Bad Blues” este último lançado em 2018 e vamos resenhar HOJE.
As influências do blues estão presentes no disco e já abrimos com a primeira faixa do disco – “Missin Yo Kissin” e aquela performance costumeira da guitarra do vocalista em alguns segundos de música é possível ouvir uma gaita fazendo seu apelo rápido na canção.
Na segunda faixa o bluzão toma conta com “My Baby She Rocks” e o ritmo é uma bela canção para gaita, ritmo mais lento e a bela voz do Gibbons tomando conta do som.
A terceira faixa do disco “Second Line” mantêm o mesmo bluzão da canção anterior, um refrão batido e sem muita novidade, o mais do mesmo.
Já na sequência vem “Standing Around” o tipo de canção para quem se está bêbado em um bar e já ter tomado todas, você escuta algo bastante lento e calmo, ótimo para dormir em cima do balcão, a raiz do puro blues, essa canção possui um clipe que remete ao trabalho dos “madeireiros” cortando madeira na floresta ou nas montanhas americanas, é possível ver uma locomotiva puxando vagões de madeiras cortadas, um cheiro de música de interior.
As canções “Let The Left Hand Know” confesso que foi uma das canções do disco que realmente não me chamou atenção, até pelo contrário acabei não gostando dela.
Agora a canção “Bring It To Jerome” sem dúvida é uma das minhas escolhas para tocar na setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco (https://meteleco.net) semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras. Até porque ela tem os componentes do blues de forma mais autentica, os acordes de guitarra, uma gaita bem colocada e o ritmo sempre no mesmo pique.
Vale a pena tocar junto a essa faixa outra canção – “That’s What She Said” que de certa forma me fez lembrar um pouco o George Thorogood aquele da canção “Bad To the Bone” um clássico de todos os tempos.
Outra canção que não fica muito longe das expectativas e devo com certeza tocá-la na programação é “Mo’ Slower Blues” que blues meu povo, não perde a qualidade em nenhum momento.
Outra canção do disco que ganha um belo clipe divertido é “Hollywood 151”, a banda de apoio faz jus a qualidade para Billy Gibbons, parecem que todos estão em um bar no meio do nada, em alguma estrada qualquer, aguardando sempre alguém passar.
Gostei da canção “Rollin’ and Tumblin” uma canção com ritmo mais agitado e por incrível que pareça apesar da idade de Billy, ele consegue manter a voz tinindo e com grandes acordes de guitarra, sem errar os dedos, uma fonte de energia sem falar da voz rouca e marcante.
O disco finaliza com “Crackin Up” que de certa forma é uma das canções diferenciadas, pois apela para um piano inédito e um estilo que lembra um pouco a combinação do SKA, com blues e algum “rock surf”, muito bom!
Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:
- STURGILL SIMPSON – O COUNTRY AMERICANO ALTERNATIVO
- JOHNNY CASH – OUT AMONG THE STARS DISCO DE CANÇÕES DESCOBERTAS PELO FILHO
- JOE BONAMASSA BLUES NO SANGUE
- ACDC – POWER UP
Essas são as minhas ligeiras impressões para esse grande disco de Billy Gibbons, vamos ver alguns dos clipes logo abaixo na publicação.
Vamos ao clipe:

Acesse os canais de mídia: Instagram: @billyfgibbons
*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).
