Coluna de Rafael Oliveira: Royal Thunder – Rebuilding the Mountain, retorno triunfal

Após um hiato de seis anos e incertezas sobre o futuro da banda, o Royal Thunder retorna em grande estilo com Rebuilding The Mountain, lançado em 2023. O quarto álbum de estúdio da banda de Atlanta marca uma nova fase, trazendo de volta o trio original – Mlny Parsonz (vocal e baixo), Josh Weaver (guitarra) e Evan Diprima (bateria) – em um trabalho que equilibra peso, melodia e emoção crua.

A sonoridade do álbum mantém as bases do hard rock psicodélico e do blues sombrio que sempre caracterizaram a banda, mas adiciona uma profundidade emocional evidente. O título Rebuilding The Mountain é simbólico: a banda precisou se reconstruir após desafios internos e mudanças, e isso se reflete na carga emocional das composições. Agora, vamos mergulhar faixa a faixa nesse álbum que emociona e cativa do começo ao fim.

Drag Me – a abertura do disco é uma explosão de energia. Com riffs pesados e uma linha vocal intensa, Drag Me já define o tom do álbum. Mlny canta com uma urgência impressionante, enquanto a instrumentação densa cria uma atmosfera quase sufocante, mas extremamente envolvente.
The Knife – aqui, a banda aposta em um groove hipnótico. A bateria de Evan Diprima dita um ritmo envolvente, enquanto as guitarras alternam entre melodias suaves e explosões de distorção. O refrão marcante e a interpretação visceral de Mlny fazem desta uma das faixas mais cativantes do álbum.
Now Here – No Where Uma das faixas mais atmosféricas do álbum. Começa com uma introdução lenta e melancólica, com vocais quase sussurrados, e aos poucos vai crescendo até atingir um clímax catártico. É uma música que transmite um sentimento de busca e angústia, ressoando profundamente com a temática do álbum.
Twice – Com uma abordagem mais direta e pesada, Twice entrega riffs de guitarra vibrantes e um refrão forte. A performance vocal de Mlny está especialmente poderosa aqui, oscilando entre doçura e agressividade com facilidade. A dinâmica instrumental mantém o ouvinte sempre atento.
Pull – Essa música apresenta um trabalho instrumental mais elaborado, com mudanças de ritmo que dão um caráter quase progressivo à faixa. A guitarra de Josh Weaver brilha, explorando texturas psicodélicas enquanto a bateria de Diprima mantém uma base sólida e intensa.
Live To Live – A melancolia toma conta dessa faixa. Com um andamento mais lento e um clima introspectivo, Live To Live é uma das músicas mais emocionais do álbum. A letra sugere uma luta interna e um desejo de superação, e a interpretação vocal cheia de emoção reforça esse sentimento.
My Ten – Um dos momentos mais experimentais do disco, My Ten brinca com camadas sonoras e uma estrutura não convencional. O baixo de Mlny se destaca, criando uma base pulsante sobre a qual as guitarras criam atmosferas etéreas. Uma faixa que exige múltiplas audições para ser totalmente absorvida.
Fade – Aqui temos um equilíbrio perfeito entre peso e melodia. O Royal Thunder mostra sua capacidade de construir canções que evocam sentimentos profundos sem abrir mão da intensidade sonora. O refrão é marcante e as guitarras adicionam um toque épico à composição.
The King – A penúltima faixa do álbum chega com um tom quase ritualístico. A introdução lenta e sombria se desenvolve gradualmente em uma explosão de emoções. A bateria tribal e as melodias de guitarra criam um ambiente hipnótico, enquanto a voz de Mlny atinge notas impressionantes.
Dead Star – Encerrando o álbum de forma magistral, Dead Star é uma peça grandiosa. Com mais de sete minutos de duração, a faixa combina tudo que a banda faz de melhor: vocais arrebatadores, guitarras dinâmicas e uma construção climática que prende o ouvinte até o último segundo. Um final épico para um álbum memorável.

Rebuilding The Mountain é mais do que um simples retorno do Royal Thunder – é uma reafirmação do poder da banda. Cada faixa carrega uma intensidade emocional rara, e a química entre os membros, especialmente com a volta de Evan Diprima à bateria, é perceptível. O álbum mistura peso e melancolia de maneira sublime, oferecendo uma experiência sonora que é ao mesmo tempo visceral e introspectiva.

Se você já era fã da banda, este álbum certamente reforça a razão pela qual o Royal Thunder se destaca no cenário do rock alternativo. Se está conhecendo agora, Rebuilding The Mountain é uma excelente porta de entrada para um dos grupos mais autênticos e emocionantes da atualidade.

Drag Me se destaca como uma das mais impactantes eu escolho para fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.

Ela abre o álbum com um peso visceral, vocais intensos de Mlny Parsonz e uma energia que define o tom emocional do disco. A combinação de riffs pesados, bateria marcante e a interpretação crua fazem dela uma forte candidatura ao destaque do álbum.
Se você prefere algo mais atmosférico e emocional, Dead Star também merece atenção. Com sua longa duração e construção climática, é uma faixa grandiosa que encerra o álbum de maneira épica.

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*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).