Inverno agrava baixos estoques em bancos de sangue e acende alerta
O mês de junho marcou os esforços de instituições de todo o mundo pelo alerta sobre a necessidade de doar sangue. Inspirada no Dia Mundial do Doador de Sangue, criado pela OMS – Organização Mundial da Saúde, a campanha Junho Vermelho foi colocada em um período oportuno para o alerta: o início do inverno.
A doação de sangue pode ser feita ao longo do ano todo e os hemocentros estão sempre em busca de novos doadores, mas é em períodos de baixas temperaturas que essa tarefa se torna ainda mais árdua.
A Colsan é um dos mais importantes hemocentros do estado. Criada em 1959, inspirada pela Cruz Vermelha, a instituição é hoje responsável pelo fornecimento mensal de cerca de 21,5 mil hemocomponentes para 100 hospitais paulistas.
Em São Paulo, e no Brasil como um todo, a captação de doações de sangue é feita por hemocentros, muitos deles de instituições não governamentais e beneficentes, como a Colsan e a Fundação Pró-Sangue. O sangue coletado e processado por esses bancos é utilizado em transfusões para todos os tipos de pacientes, que em comum compartilham a luta pela vida.
A Colsan faz parte da Hemorrede, que concentra hemocentros de São Paulo para a disponibilização de bolsas de sangue por meio do SUS. O trabalho dessa grande rede, que organiza e distribui bolsas de sangue por todo o território paulista, se torna um grande quebra-cabeças quando a realidade é a falta de bolsas de sangue para atender a demanda existente.
O número de coletas e saídas em constante empate, pode colapsar o sistema de Saúde paulista. Para doar sangue, é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, evitar alimentos gordurosos quatro horas antes à ação e ter dormido pelo menos 6 horas. Procure o banco de sangue mais próximo de você.
