Coluna de Rafael Oliveira e o King Gizzard & The Lizard Wizard

KING GIZZARD & THE LIZARD WIZARD – O BOOGIE PSICODÉLICO DO FIM DO MUNDO: DIVERSÃO CRUA EM MEIO AO COLAPSO

Aqui está a capa de Flight b741, o vigésimo sexto álbum dos visionários do King Gizzard & The Lizard Wizard — uma aeronave artesanal com porquinhos de argila, flutuando entre nuvens, desenhada por Jason Galea. Não é só arte: é uma ode à criatividade visceral, ao retorno às raízes e à celebração da música feita “do estômago”

Visão geral nua e crua
Lançado em 9 de agosto de 2024, Flight b741 marca o retorno explícito da banda ao blues rock e boogie, num sopro de ar fresco e orgânico — quase uma jam ao vivo engarrafada. É o primeiro álbum deles pela nova gravadora.

Stu Mackenzie define assim: “o disco é como um fim de semana com os amigos, da forma mais divertida possível — mas, claro, cantando sobre merdas pesadas”.

A crítica bateu a placa: é rock dos anos 70 com riffs crocantes e boas vibrações, mas com letras sombrias — um “cheerfully rocking album about global collapse”. Super acessível, mas carregado de profundidade.

Prêmios e reconhecimento
• Indicado ao Best Rock Album no ARIA Awards de 2024
• Eleito na lista dos 75 melhores álbuns de 2024 pela MOJO (#72)

Faixa a faixa — essa experiência sonora que agarra
Mirage City – Começa direto com aquele groove country-hippie dos anos 60/70, imaginando uma utopia que talvez esconda rachaduras — e vai explodindo num solo alucinante
Antarctica – Vibe comunitária embalada num riff blues/funk, gelado e acolhedor ao mesmo tempo.
Raw Feel – Fiel ao nome: energia crua, quase carnavaalesca, turbo — perfeito para cantar junto no carro com volume no talo.
Field of Vision – Guitarra contagiante e um gancho que gruda na cabeça. Perfeita para ouvir até cansar.
Hog Calling Contest – Uma tempestade de riffs e caos controlado — se fosse uma churrascada sonora, seria a mais épica de todas.
Le Risque – Começa com batida disco e desliza pra um rock foot-stomping dos anos 70. O vocal de Michael Cavanagh faz sua estreia aqui e é um highlight total.
Flight b741 (faixa-título) – Pura essência blues-rock setentista. Um retrato perfeito da vibe do álbum.
Sad Pilot – Desce num groove soul-swamp, quase como se tivesse saído direto de 1975, com um quê de War ou Steppenwolf
Rats in the Sky – Funky, repleto de ritmo e humor — dá vontade de dançar, sério.
Daily Blues – Fechamento épico — um blues frenético com trocadilhos no título (“diários blues” e “ficar chapado todo dia”). O desespero encontra diversão num riff que não larga sua cabeça.

Porque escutar isso é uma baita experiência
A banda claramente se divertiu muito criando, e isso transborda nos grooves e nas improvisações — parece jam entre irmãos King Gizzard & The Lizard Wizard.
A dinâmica vocal “passa o mic” entre os membros dá frescor e textura a cada faixa King Gizzard & The Lizard Wizard.
Tem sofisticação e timbres vintage, mas sem soar retrô demais — é contemporâneo e visceral.
Letras que falam de temas pesados com leveza — a magia está em sentir o baque sem se afogar nele
A recepção dos fãs nas redes mostra que “não dá pra parar de ouvir” — muitos dizem que escutam diariamente

Um fã até relatou, com humor afiado:
“I’m literally on the toilet right now shitting while listening to Flight b741 … the riffs … syncing up with my bowel movements … such a pleasant experience.”

O álbum é tão visceral que torna até idas ao banheiro memoráveis. É Rock’n’roll raiz, com risada no canto da boca.
“Le Risque” virou a “carta de apresentação” — ganhou clipe, tem a estreia vocal do baterista Michael Cavanagh e mostra bem a vibe boogie-rock dos anos 70 que o disco carrega. É a mais lembrada pelos críticos como hit do álbum. Eu escolho para fazer parte da setlist do Programa Garimpo da Rádio Meteleco – https://meteleco.net – semanalmente exibido às 16hs de segundas as sextas-feiras.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:

Flight b741 é rock de alma pulsante, raiz firme no passado e olhar no presente. É esse tipo de música que faz você engatar na estrada, baixar a cabeça e deixar o mundo lá fora por uns 43 minutos. É uma saudação ao clássico, cantando os pesares de hoje com uma harmonia que te ergue.

Instagram: @rafael.s.deoliveira.9

*Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).